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Paciente

Queimaduras

O QUE FAZER

Queimaduras térmicas (causadas por líquidos e objetos quentes, vapor e fogo):
1.- Esfrie a área queimada com água fria (não use gelo, pois pode agravar a queimadura).
2.- Cubra a área com um pano limpo.
3.- Remova imediatamente: anéis, pulseiras, relógios, colares, cintos, sapatos e roupas, antes que a área afetada comece a inchar.

Queimaduras químicas (causada por contato com produtos químicos, como ácidos):
1.- Enxágue o local por, pelo menos, 20 minutos em água corrente.
2.- Remova imediatamente: anéis, pulseiras, relógios, colares, cintos, sapatos e roupas, antes que a área afetada comece a inchar.
3.- Remova resíduo de roupa contaminada pelo produto, prevenindo queimadura em outras áreas.
4.- No caso dos olhos terem sido afetados: enxágue abundantemente em água corrente até ajuda médica. Se usar lentes de contato, removê-las imediatamente.

Queimaduras elétricas (causadas por corrente de baixa voltagem, como eletrodomésticos, alta tensão e raio):
1.- Não toque na vítima.
2.- Desligue a corrente elétrica.

Em todos os casos de queimaduras, encaminhar para o serviço médico mais próximo.

O QUE NÃO FAZER

1.- Não use nunca: pasta da dentes, pomadas, ovo, manteiga, óleo de cozinha ou qualquer outro ingrediente sobre a área queimada.
2.- Não remova tecidos grudados: corte cuidadosamente e retire o que estiver solto.
3.- Não estoure bolhas.

Para outras informações acesse www.institutoproqueimados.com.br

QUEIMADURA

Lesão causada por agentes externos sobre o revestimento do corpo, podendo destruir desde a pele até tecidos mais profundos, como ossos e órgãos.

Causas

a- Agentes físicos
– Térmicos: líquidos quentes, gordura quente, ferro quente, vapor e através do fogo;
– Elétricas: corrente de baixa voltagem (eletrodomésticos), alta tensão e raio;
– Radiantes: resultam da exposição à luz solar ou fontes nucleares.

b- Agentes químicos
– Substâncias químicas industriais, produtos de uso doméstico, como solventes, soda cáustica, alvejantes ou qualquer ácido ou álcalis.

c- Agentes biológicos
– Seres vivos: como por exemplos, taturanas, “água viva”, urtiga.

Classificação

1.- Quanto à profundidade:

– 1º grau
Atinge a epiderme (camada superficial da pele). Apresentação com vermelhidão sem bolhas e discreto inchaço local. A dor está presente.

– 2º grau
Atinge a epiderme e parte da derme (2ª camada da pele). Há presença de bolhas e a dor é acentuada.

– 3º grau
Atinge todas as camadas da pele, músculos e ossos. Ocorre necrose da pele (morte do tecido), que se apresenta com cor esbranquiçada ou escura. A dor é ausente, devido à profundidade da queimadura, que lesa todas as terminações nervosas, responsáveis pela condução da sensação de dor.

2.- Quanto à extensão:

A extensão de uma queimadura é representada em percentagem da área corporal queimada.

– Leves (ou “pequeno queimado”): atingem menos de 10% da superfície corporal.
– Médias (ou “médio queimado”): atingem de 10% a 20% da superfície corporal.
– Graves (ou “grande queimado”): atingem mais de 20% da área corporal.

Duas regras podem ser utilizadas para ‘medir’ a extensão da queimadura:

I.- Regra dos nove: é atribuído, a cada segmento corporal, o valor nove (ou múltiplo dele):
cabeça – 9%
tronco frente – 18%
tronco costas – 18%
membros superiores – 9% cada
membros inferiores – 18% cada
genitais – 1%

II- Regra da palma da mão: geralmente a palma da mão de um indivíduo representa 1% de sua superfície corporal. Assim pode ser estimada a extensão de uma queimadura, calculando-se o “número de palmas”.

As queimaduras de mãos, pés, face, períneo, pescoço e olhos, quaisquer que sejam a profundidade e a extensão, necessitam de tratamento hospitalar. A gravidade da queimadura será determinada pela profundidade, extensão e a área afetada.

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Paciente

Intoxicação e Envenenamento

ORIENTAÇÕES GERAIS

– Cuidados com a segurança do socorrista, evitando que este entre em contato com o produto intoxicante.
– Remover a vítima para local arejado.
– Afrouxar as vestes e, caso estejam contaminadas, retirá-las, cortando-as.

– NUNCA deixar a vítima sozinha.
– Deixar a vitima falar, deixando-a o mais confortável possível;
– Transportar a vítima em posição lateral, a fim de evitar aspiração de vômito, se ocorrer.
– Transportar junto, restos da substância, recipientes, aplicadores.

O QUE FAZER

1. Nos casos de intoxicação por contato (pele)

– Lavar abundantemente o local afetado com água corrente.
– Se os olhos forem afetados: lavar com água corrente durante 15 minutos e cobri-los, sem pressão, com pano limpo ou gaze;
– Encaminhar ao serviço médico.

2.- Nos casos de intoxicação por inalação

– Remover a vítima para local arejado.
– Encaminhar ao serviço médico.

3.- Nos casos de intoxicação por ingestão

– Não provocar vômito.
– Não oferecer água, leite ou qualquer outro líquido.
– Encaminhar, com urgência, para serviço médico.

SEMPRE que consultar a Central de Intoxicação é importante saber:

– Tem sintomas de intoxicação? Quais?
– Qual o produto ingeridoe quantidade.
– Capacidade do frasco onde estava o produto e quantidade restante.
– Tipo de ingestão: acidental, intencional ou forçada?
– A vítima usa medicamentos habitualmente?
– Se intoxicação por gás: tempo que inalou o gás e se o ambiente é ventilado ou não?
– Se intoxicação por contato: tempo que ficou com a roupa.
– Medidas de socorro tomadas até o momento.

Utilize as condutas do Centro de Controle de Intoxicação
(Em SP 0xx11 5012 5311 ou CEATOX 0800 148110)

O QUE NÃO FAZER

Nao provocar vômito em:

– Menores de 1 ano ou idosos.
– Vítimas com alteração do nível de consciência (sonolência, agitação).
– Vitima que ingeriu produtos caústicos (soda cáustica), derivados de petróleo (gasolina, querosene), metais pesados (chumbo, mercúrio) e resíduos sólidos (vidro, madeira).

INTOXICAÇÃO E ENVENENAMENTO

Veneno

Substância que, se introduzida no organismo em quantidade suficiente, pode causar danos permanentes ou temporários.
As intoxicações e o envenenamento são causados pela ingestão, aspiração e introdução no organismo, acidental ou não, de substâncias tóxicas de naturezas diversas. Podem resultar em doença grave ou morte em poucas horas se a vítima não for socorrida em tempo. 

Substâncias comuns nas intoxicações

– Entorpecentes e medicamentos em geral.
– Produtos químicos utilizados em laboratório e limpeza doméstica.
– Alimentos deteriorados.
– Venenos utilizados no lar (como raticidas).
– Gases tóxicos.

Vias de penetração

– Boca: ingestão de qualquer tipo de substância tóxica (química ou natural).
– Pele: contato direto com plantas ou substâncias químicas tóxicas.
– Vias respiratórias: aspiração de vapores ou gases emanados de substâncias tóxicas.

Reconhecimento

Exame do local

– Situações de risco, como por exemplo a presença de produtos de limpeza ou medicamentos ao alcance de crianças.
– Restos de drogas, veneno nos arredores
– Recipientes, aplicadores
– Vômito.

Sinais e sintomas

1.-  Envenenamento por ingestão

– Queimaduras, lesões ou manchas ao redor da boca.
– Odores incomuns da respiração, no corpo, nas roupas da vítima ou do ambiente.
– Hálito com odor estranho.
– Transpiração abundante.
– Queixa de dor ao engolir.
– Queixa de dor abdominal.
– Náuseas, vômito, diarréia.
– Alterações no nível de consciência, sonolência..
– Convulsões.
– Aumento ou diminuição do diâmetro das pupilas.
– Alterações no pulso, respiração e temperatura.

2.- Envenenamento por contato

– Manchas na pele.
– Coceira.

– Irritação nos olhos.
– Dor de cabeça.
– Temperatura da pele aumentada.

3.- Envenenamento por inalação

Dependem do tipo de veneno inalado. Geralmente ocorre:
– Respiração rápida.
– Tosse.
– Freqüentemente os olhos da vítima aparecerão irritados.

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Infarto

Infarto do Miocárdio

É a morte das células de uma parte do músculo do coração (miocárdio), causada pela interrupção do fluxo de sangue, causado normalmente pela formação de um coágulo.

Principalmente a aterosclerose: formação, ao longo dos anos, de placas de gordura no interior das artérias coronárias que dificultam a passagem do sangue. Cada artéria coronária irriga uma região específica do coração. Sendo assim, a localização do infarto dependerá da artéria obstruída. 

• Tabagismo. O cigarro é o maior fator de risco para a morte cardíaca súbita.
• Colesterol. O colesterol ruim (LDL), quando em excesso, deposita-se no interior das artérias, levando à aterosclerose;
• Diabetes mellitus. A chance de ocorrência de infarto em diabéticos é 2 a 4 vezes maior.
• Hipertensão arterial. Metade das pessoas que infartam é hipertensa.
• Obesidade. Especialmente, a obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da cintura) aumenta a chance de um ataque cardíaco;
• Estresse e Depressão. Quando não tratados, pioram a evolução dos pacientes após o infarto.
• Dor ou desconforto no peito que pode irradiar-se para as costas, mandíbula, braço esquerdo e, mais raramente, para o braço direito. A dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre tórax. Menos freqüentemente, pode ser localizada no abdome, e  confundida com gastrite ou esofagite de refluxo;
• Falta de ar. Especialmente nos idosos, esse pode ser o principal sintoma do infarto;
• Sudorese (suor em excesso), palidez e alteração no ritmo dos batimentos cardíacos.
Em diabéticos e idosos, o infarto pode ser “silencioso”, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por essas pessoas.

Os principais exames que auxiliam no diagnóstico são:

-. Eletrocardiograma (ECG). Permite definir o tipo, a localização e o melhor tratamento para o infarto.
-. Dosagem de troponinas e CKMB.  Substâncias liberadas no sangue pelas células músculo cardíaco que foram lesadas.  Se presentes, confirmam o diagnóstico.
Tratamento
O infarto do miocárdio é uma emergência médica. Metade das mortes por IAM ocorre nas primeiras horas após o início dos sintomas.
TEMPO É  MÚSCULO!
Quanto mais precoce o tratamento, menor será o dano ao miocárdio.

O que FAZER em caso de suspeita de infarto:
-. Procurar imediatamente um serviço de emergência.

O que NÃO FAZER em caso de suspeita de infarto:
-.Nunca esperar que os sintomas melhorem para depois procurar atendimento médico.
-.Nunca se automedicar.

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hemorragia

Hemorragias

O QUE FAZER

1.- Nos casos de sangramento de braços e pernas

Tentar estancar a hemorragia, utilizando um dos métodos abaixo:

– Compressão direta
É feita uma pressão direta sobre a ferida, usando um pano limpo ou curativo. Mantenha até que ocorra a coagulação.
A interrupção precoce dessa manobra pode remover o coágulo semi-formado reiniciando o sangramento. 

Hemorragia direta

Elevação do membro
Consiste em elevar o membro afetado acima do nível do tórax, normalmente usado em combinação com a compressão direta para controlar a hemorragia de uma extremidade.

Hemorrag ElevMembro

– Compressão indireta (pontos de pressão)
É feita usando uma pressão da mão do socorrista para comprimir uma artéria, distante do ferimento. Este procedimento é executado freqüentemente na artéria braquial e femural.

Hemorragia ComprIndireta

– Torniquete
Aplicar torniquete somente quando existir amputação traumática do braço ou da perna:
-. com sangramento abundante e que não tenha respondido às técnicas anteriores;
-. se o centros médicos estiverem a mais de 30 minutos de distância.

2.- Nos casos de sangramento do nariz

– Sentar a vítima com a cabeça para frente para evitar que a mesma engula sangue, evitando náuseas e vômitos.
– Pressionar as narinas com o seu dedo indicador e o polegar em forma de pinça durante 10 minutos.
– Orientar a vítima para respirar pela boca.
– Após cessar o sangramento, orientar a vítima para não assoar o nariz, evitar esforços e também evitar exposição ao calor.
– Caso o sangramento persista, repetir a ação por mais duas vezes.
– Se nenhuma das manobras resolver, remova a vítima imediatamente para o hospital mais próximo.

3.- Nos casos de sangramentos da boca

– Utilizar técnica de compressão direta para sangramentos nos lábios.
– Caso o sangramento seja nos dentes o socorrista deverá visualizar o local do sangramento, preparar uma gaze, um chumaço de algodão ou pano limpo para colocar no local exato do sangramento e pedir à vítima para morder durante 10 minutos.

HEMORRAGIA

É a perda súbita de sangue, originária do rompimento de um ou mais vasos sanguíneos.

Classificação

– Externa: quando a hemorragia está na superfície e pode ser visível.
– Interna: quando não pode ser visível, como por exemplo, no abdome, tórax, entre outros, podendo exteriorizar-se pelos orifícios naturais do organismo (boca, nariz, ouvido etc.).

Tipos

– Venosa: o sangue está saindo de uma veia. O sangramento é uniforme e de cor escura.
– Arterial: o sangue está jorrando de uma artéria. O sangramento é vermelho vivo, em jatos, pulsando em sincronia com as batidas do coração. A perda de sangue é rápida e abundante.
– Capilar: o sangue está escoando de uma rede de capilares. A cor é vermelha, normalmente menos viva que o sangue arterial e o fluxo é lento.

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Engasgo

Engasgo

O QUE FAZER

Enlaçar a vítima com os braços em volta do abdome. Uma das mãos permanece fechada sobre a chamada “boca do estômago” (região epigástrica). A outra, comprime a primeira, ao mesmo tempo em que empurra a ‘boca do estômago” para dentro e para cima, como se quisesse levantar a vítima do chão.

Em adultos: posicionar-se atrás da vítima, se ela ainda está consciente.
Em crianças: posicionar-se atrás da vítima, de joelhos.

Efetuar movimentos de compressão para dentro e para cima, até a vítima eliminar o corpo estranho.

Essa é a Manobra de Heimlich, utilizada para desobstruir a passagem do ar pelas vias aéreas, em casos de engasgos ocasionados por corpos estranhos ingeridos pela vítima

-. Bebê consciente engasgado
• Posicionar o bebê de bruços em seu braço e efetuar 5 compressões entre as escápulas.
• Virar o bebê de costas em seu braço e efetuar 5 compressões sobre o esterno (osso que divide o peito ao meio), na altura dos mamilos.
• Tentar visualizar o corpo estranho e retirá-lo delicadamente.
• Em caso negativo, repetir a manobra até a chegada no hospital

-. Bebê inconsciente engasgado
• Verificar inconsciência.
• Se estiver inconsciente, deitar o bebê de costas em seu braço e liberar as vias aéreas (boca e nariz).
• Verificar se respira.
• Se não respira, efetuar 2 respirações boca-a-boca.
• Observar expansão torácica, se não visualizar movimentos, repetir a liberação das vias aéreas e as 2 respirações.

ATENÇÃO
Sempre que a vítima perder a consciência pedir ajuda ou ligar para o Serviço de Emergência (192 – 193).

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Desmaio

Desmaio

O QUE FAZER

– Afastar a vítima de local que proporcione perigo (escadas, janelas etc.).
– Deitá-la de barriga para cima (decúbito dorsal), e elevar as pernas acima do tórax (com a cabeça mais baixa em relação ao restante do corpo).
– Lateralizar a cabeça para facilitar a respiração.

– Afrouxar as roupas.
– Manter o local arejado.
– Após recobrar a consciência, deve permanecer pelo menos 10 minutos sentada, antes de ficar em pé, pois isso pode favorecer o aparecimento de um novo desmaio.
– Transportar a vítima para atendimento médico.

O QUE NÃO FAZER

– Não jogar água fria no rosto, para despertar.
– Não oferecer álcool ou amoníaco para cheirar.
– Não sacudir a vítima.

DESMAIO

É a perda dos sentidos, desfalecimento. Conhecido também como síncope (ver no Guia de Doenças, texto sobre “Síncope”).

Causas

Várias são as causas que levam ao desmaio, como por exemplo:
– Pressão baixa.
– Jejum prolongado, que causa queda da taxa de glicose no sangue (hipoglicemia).
– Dor forte.
– Prática de exercícios físicos por períodos prolongados.
– Vômitos.
– Alteração emocional.
– Desconforto térmico (extremos de frio ou calor).
– Uso de drogas.
– Problemas cardiovasculares, neurológicos, entre outros.

Sinais e sintomas

– Mal-estar
– Escurecimento da visão
– Suor abundante
– Perda de consciência
– Relaxamento muscular
– Palidez
– Respiração superficial

Sempre há a necessidade de acompanhamento médico para  investigação e diagnóstico correto, visto que o desmaio pode ser indicativo de que algo mais sério está acontecendo no organismo.  

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Convulsão

Convulsão

O QUE FAZER

– Afastar a vítima de lugares perigosos (fogo, piscina, objetos cortantes).
– Retirar objetos pessoais como: óculos, colares etc..
– Proteger a cabeça, deixando-a agitar-se à vontade.
– Manter a vítima de barriga para cima (decúbito dorsal) e a cabeça lateralizada, para evitar engasgos.
– Proteger a boca, observando se a língua não está sendo mordida. Caso os dentes estejam cerrados, não forçar a abertura da boca.
– Afrouxar as roupas, se necessário.
– Observar a respiração durante e após a crise.
– Encaminhar ao serviço médico, após a crise.

O QUE NÃO FAZER

– Não jogar água ou oferecer algo para cheirar durante a crise.
– Não deixar de socorrer a vítima, uma vez que esse problema não é contagioso.


CONVULSÕES

São contrações musculares involuntárias de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do cérebro.
Tem duração aproximada de 3 a 5 minutos.

Características

1.- Fase Tônica
Manifesta-se pela contratura generalizada da musculatura (rigidez do corpo e dentes cerrados).

2.- Fase Clônica
Manifesta-se por abalos musculares, salivação excessiva, perda ou não do controle da bexiga os esfíncteres.

3.- Fase Pós-convulsão
Caracterizada por sonolência e confusão mental.

Causas

– Epilepsia.
– Traumatismo cranioencefálico.
– Tumor cerebral.
– Febre alta (hipertermia) em crianças abaixo de 4 anos.
– Intoxicações (álcool, entorpecentes, medicamentos).
– Infecções (por AIDS, meningites etc.).

Sinais e sintomas

– Perda da consciência e queda ao solo.
– Contrações musculares violentas.
– Pode ocorrer palidez intensa e lábios azulados.
– Pode haver eliminação de fezes e urina.
– Dentes travados e salivação abundante (‘baba’).

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Mini Bobina de Tesla

Choque

O QUE FAZER

– Deitar a vítima com as pernas elevadas a aproximadamente 30 cm da superfície em que estiver deitada.
– Manter a permeabilidade das vias aéreas e estabilidade da coluna cervical, caso a vítima tenha sofrido queda ou sido vítima de acidente.
– Afrouxar roupas, retirar jóias, óculos e outros objetos.
– Manter a vítima aquecida.
– Verificar pulso a cada 5 minutos, inclusive durante o deslocamento até o hospital mais próximo.

CHOQUE

Choque hemodinâmico (ou ou hipovolêmico) é a falência do sistema cardiocirculatório, causada pela perda de sangue, que pode ser interna ou externa (vide texto “Hemorragia”).

Sinais e sintomas

– Pele pálida, úmida e fria.
– Pulso fraco e rápido:
adultos: pulso maior que 100 batimentos por minuto
bebês e crianças: pulso maior que 120 batimentos por minuto
– Respiração rápida e superficial.
– Sede e tremores.
– Agitação.
– Tontura e perda de consciência.

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Cobra

Animais Peçonhentos

O QUE FAZER

– Manter a vítima calma e deitada.
– Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão.

– Cobrir com um pano limpo.
– Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear, em caso de inchaço do membro afetado.
– Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
– Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele.
– Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o soro anti-ofídico.
– Se possível, levar o animal para que seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.

O QUE NÃO FAZER

– Não fazer torniquete, impedindo a circulação do sangue: isso pode causar gangrena ou necrose local.
– Não cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’.
– Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, poderá provocar infecção.

Importante

O Instituto Butantan, no Brasil, fabrica soros específicos, usados na terapia de várias doenças causadas por animais peçonhentos. Esses soros são distribuídos para todo o país.


ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS

São aqueles provocados por picadas ou mordeduras de animais dotados de glândulas secretoras e aparelhos inoculadores de veneno.

Características

A ação do veneno pode provocar as seguintes reações:

– Proteolítica: necrose tecidual (morte do tecido lesado) devido à decomposição das proteínas.

– Neurotóxica: – ação no sistema nervoso causando queda palpebral; formigamento no local afetado, alterações de consciência e perturbações visuais.

– Hemolítica: destruição das hemáceas no sangue.

– Coagulante: causa deficiência na coagulação sangüínea.

Como evitar acidentes

– Usar botas.
Isto evita até 80% dos acidentes, pois as cobras picam do joelho para baixo. Mas antes de calçá-las verificar se dentro não há cobras, aranhas e outros animais peçonhentos.

– Proteger as mãos.
Não enfiar as mãos em tocas, cupinzeiros, ocos de troncos etc. Usar um pedaço de madeira para verificar se não há animais.

– Acabar com os ratos.
A maioria das cobras alimentam-se de roedores. Manter sempre limpos os terrenos, quintais e plantações.

– Conservar o meio ambiente.
Desmatamentos e queimadas devem ser evitados. Além de destruir a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas. Também não se deve matar as cobras, pois elas contribuem com o equilíbrio ecológico.

Sinais e sintomas

– Pequena mordida na pele: pode parecer um ponto pequeno e descolorido.
– Dor e inchaço, de desenvolvimento lento, na área da mordida.
– Pulso rápido e respiração dificultada.
– Fraqueza.
– Problemas visuais.
– Náusea e vômitos.

Considere todas as mordidas de cobras como sendo de cobras venosas.

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